A reformulação pretendida pela diretoria com a demissão do técnico Muricy Ramalho começou a ser colocada em prática pelo interino Claudinei Oliveira. Em seu jogo de estreia, sábado, contra o Grêmio, o técnico tomou decisões neste sentido e outras devem acontecer até a pausa para a Copa das Confederações, período em que deve ser mantido no cargo.
Claudinei nem sequer relacionou o experiente Marcos Assunção e o meia Patito, que havia sido titular no último jogo sob o comando de Muricy. Ambos eram bancados pelo ex-técnico com a diretoria. A preferência de Muricy acabou sendo um dos fatores para a demissão.
O interino alegou questões técnicas para justificar suas escolhas, mas os dirigentes já estavam insatisfeitos com os barrados.
Marcos Assunção foi contratado com um salário alto a pedido de Muricy, mas não rendeu e virou símbolo para reclamações de conselheiros. Não marcou um gol sequer e dificilmente terá oportunidades a partir de agora. No clube, há quem garanta que a diretoria deve conversar com ele nos próximos dias e tratar de uma rescisão contratual. Assunção já havia cogitado essa possibilidade se não tivesse chances e pode encerrar a carreira no fim do ano, quando termina seu vínculo com o Peixe.
Uma medida futura que Claudinei deve tomar é dar ainda mais espaço aos jovens da base. O meia Léo Cittadini, de 19 anos, deve ser o próximo a ser alçado ao time profissional. Ele foi um dos destaques do título da Copinha e está com a equipe sub-20 disputando o Campeonato Paulista. O volante Lucas Otávio, de 18 anos, vive a mesma situação.
Claudinei pode até formar um time inteiro apenas com jogadores oriundos das categorias de base, filosofia pretendida pelo Santos. Enquanto não há novo técnico, ele inicia o processo de renovação pedido pela diretoria.
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