Apresentado nesta quinta-feira, o atacante Leandro Damião pode dar prejuízo ao Santos. Quando vender o jogador, em no máximo cinco anos – prazo do contrato do jogador com o clube -, o Peixe precisará devolver os R$ 42 milhões emprestados pelo fundo de investimento Doyen Sports com juros de 10% ao ano. Caso o Alvinegro Praiano não pague o montante aos investidores, bens materiais do clube serão penhorados.
Ao Doyen Sports, o atacante custou € 13 milhões (segundo a cotação da época, cerca de R$ 42 milhões). O fundo de investimento, porém, funciona como um banco. Neste caso, por exemplo, o Peixe escolheu que jogador queria, o Internacional apresentou o valor que queria, e o Doyen desembolsou o montante. Mas o Alvinegro precisa devolver a quantia.
Como na Europa, onde empresas não podem ter participação em direitos econômicos de atletas, o fundo envolvido nessa negociação também não tem qualquer porcentagem do passe de Damião. Por isso, o valor desembolsado, mais os juros, precisa ser devolvido pelo Peixe em até cinco anos.
- A Doyen é um fundo como outros que, na Europa, são importantes para compra de jogadores por conta do Fair Play Financeiro, que deve ser implantado em breve no Brasil. O Santos escolhe o jogador, negocia valores com o clube e faz contrato com a Doyen, que repassa o dinheiro, e o Santos contrata. Os direitos federativos (de Leandro Damião) são do Santos – explicou o presidente em exercício do Alvinegro Praiano, Odílio Rodrigues.
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