segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Elano supera mágoas de 2012 e aceita até reserva em volta


Meia retorna ao clube após rixa com diretoria anterior Foto: Divulgação Santos FC
 

O meia Elano diz estar, novamente, em casa no Santos. Apresentado nesta segunda-feira para a sua terceira passagem pelo clube, o novo camisa 22 não escondeu a mágoa com a diretoria anterior, a quem cita ter "praticamente forçado" a sua saída do clube em 2012, mas assegurou viver bom momento na carreira, sustentado pela artilharia na passagem pelo futebol indiano, e se colocou à disposição para ajudar o clube no momento delicado que vive até mesmo sem atuar.

"O contrato com o Grêmio foi atípico, tinha mais um ano e meio de vínculo com o Santos e fui obrigado, praticamente forçado a sair. Se não houvesse aquilo, não teria esse retorno agora", disse o jogador.

Elano rebate críticas com sucesso na Índia: "volto inteiro"

"(Se a diretoria anterior ainda estivesse) com toda a certeza não estaria aqui, não me sentiria bem em voltar. Não é muito de mim falar mal, mas saí por conta da diretoria. Eles tiveram as suas parcelas de coisas certas, não posso ser ingrato, mas situações me desgastaram em um ano e meio. A minha volta foi pelos que estão aqui hoje, que conheço há muito tempo. Fiz todos os esforços para vir. Tinha outras possibilidades, só que não quis. Aqui é a minha casa, onde me sinto bem", completou.

Elano chega para a sua terceira passagem pela Vila Belmiro, onde atuou entre 2001 e 2005 e de 2011 a 2012, com um contrato de risco, semelhante ao procedimento adotado com o centroavante Ricardo Oliveira: com ganhos mais baixos e até o fim do Campeonato Paulista.

O jogador deixou o clube no segundo semestre de 2012, em rota de colisão com a antiga diretoria, encabeçada pelo então presidente Luis Álvaro Ribeiro, e incomodado com as críticas devido a sua queda de rendimento. O atleta, inclusive, amargou por longo período a reserva com Muricy Ramalho.

Elano elogia Robinho e vê Santos em momento de reconstrução

"Eu vou fazer o melhor para o Santos, gosto de jogar, mas lógico que hoje há uma conversa, temos um grupo grande de jogadores com qualidade para serem titulares. Falei ao Enderson que estou a disposição para ajudar, jogando, ou não. Eu, o Renato, o Robinho e o Ricardo (Oliveira) vamos ajudar. Vou seguir a mesma linha do Renato, que tem um grande caráter, é um cara íntegro, de ajudar fora de campo, mas no treino vou me preparar para o treinador olhar e falar que vou jogar. Essa vai ser a minha busca", argumentou.

Fora de campo, o quarteto de 2003 (Elano, Robinho, Renato e Ricardo Oliveira) deve encabeçar a nova liderança do elenco, que era centralizada pelo zagueiro Edu Dracena, que rescindiu na última quinta-feira, e pelo goleiro Aranha, que aguarda liminar judicial para deixar o clube.

Os quatro terão como missão assumirem a responsabilidade no ápice da crise financeira e, principalmente, apoiarem os jovens mais promissores, como os atacantes Geuvânio e Gabriel Barbosa.

Elano avisou ainda que a passagem pelo futebol indiano ajudou no processo de retomar a carreira. O jogador relata que fazia até três jogos por semana e que deixou a liga local, onde atuou pelo Chennaiyin, como artilheiro, com nove gols em 14 jogos.

O novo reforço espera estar à disposição já para a estreia no Campeonato Paulista, no dia 1º de fevereiro, contra o Ituano, na Vila Belmiro.

Santos terá mais reforços para o ano, diz Enderson

Apesar de admitir que o clube vive um momento financeiro complicado, o técnico Enderson Moreira fez questão de animar o torcedor e garantir que mais reforços deverão chegar para o Campeonato Paulista. O treinador afirmou ainda que, mesmo com a ausência de três jogadores (que disputam o Sul-Americano Sub-20 com a seleção brasileira), está satisfeito com o desempenho de sua equipe.

- Estou muito motivado, percebo um grupo buscando muita coisa. E vamos agregar valor para esse elenco ainda, vamos trazer jogadores de boa qualidade. É importante ter um grupo forte. Um time com 12 ou 13 jogadores nós já temos, e com muita qualidade. E, com a ausência de jogadores da seleção sub-20, Gabriel, Caju e Thiago Maia, mesmo assim tenho gostado do que tenho visto nos treinamentos. Temos jogadores que equipes com poder aquisitivo enorme talvez não tenham, isso que me faz acreditar que tenhamos um time competitivo e que poderemos surpreender muitos que acham que não poderemos fazer um grande Paulistão - afirmou.

O Santos já acertou a contratação de seis jogadores para a temporada 2015. São eles os meias Elano, Chiquinho e Marquinhos Gabriel, o atacante Ricardo Oliveira, o volante Valencia e o zagueiro Werley. A estreia do Peixe no Paulistão será no dia 1º de fevereiro, contra o Ituano, na Vila Belmiro.

Enderson Moreira Santos (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Damião aumenta a lista dos atletas que processam o Santos

    Depois de Renê Júnior (já está na China), Arouca, Mena e Aranha, o atacante Leandro Damião entrou na Justiça trabalhista contra o Santos na tarde desta terça-feira. O atacante, emprestado ao Cruzeiro até o fim deste ano, cobra salários atrasados, direitos de imagem e a rescisão contratual. A audiência está marcada para o dia 3 de março.

A passagem de Leandro Damião pela Vila Belmiro foi frustrante. Ele foi contratado junto ao Internacional em dezembro do ano passado por aproximadamente R$ 42 milhões, pagos inicialmente pela empresa Doyen Sports. Além de pagar o fundo de investimentos com juros anuais em euros de 10%, o Santos ainda deu como garantia a cota de TV de 2017.

A expectativa era que Damião ocupasse o espaço deixado por Neymar e atraísse novos parceiros para o clube, mas o atacante decepcionou. Em 43 jogos, marcou 11 gols e passou a ser o principal alvo de críticas da torcida. Em baixa, Damião tentará recuperar o prestígio no atual bicampeão brasileiro. Ele vai ocupar a vaga de Marcelo Moreno, que voltou ao Grêmio.

Damião foi emprestado com a condição de o clube mineiro arcar com 70% do seu salário, uma vez que o atacante recebe cerca de R$ 700 mil por mês. Recentemente, o presidente Modesto Roma Júnior criticou a negociação. O Santos terá de ressarcir o grupo de investimentos Doyen Sports a partir do terceiro ano de contrato, com o acréscimo de 10% de juros ao ano e correções monetárias. Com isso, caso não consiga vender o jogador por um valor acima do investimento de R$ 42 milhões da Doyen, o Santos terá de pagar o prejuízo ao grupo maltês com seus recursos.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Edu Dracena quer respaldo da nova diretoria do Santos


Edu Dracena zagueiro Santos (Foto: Ivan Storti / Santos FC)

O zagueiro Edu Dracena é mais um jogador do elenco a estar incomodado com a atual situação financeira que o Santos vive atualmente. O atraso nos salários, nos direitos de imagem e no 13º salário, e a falta de respaldo da nova diretoria, principalmente do presidente Modesto Roma Júnior e do diretor executivo Dagoberto Santos, deixaram o capitão santista decepcionado. O defensor teria confidenciado a amigos que está preocupado com os rumos do clube.

Na última quinta-feira, o presidente do Peixe, Modesto Roma, se reuniu com o elenco e garantiu que iria quitar todos os débitos até março. Poucas horas depois, afirmou ao blog Bastidores FC que havia feito o pagamento referente a dois meses de salários do elenco. O atraso no pagamento, inclusive, motivou o volante Arouca a entrar na justiça contra o Santos. Alguns jogadores e funcionários dizem que o dinheiro ainda não foi depositado.

Além da falta de pagamento, a volta do ex-lateral-esquerdo Léo, como estagiário no setor de consultoria de futebol, não deixou o camisa 2 satisfeito. O motivo do incomodo é uma rusga que vem de 2013, quando o agora jogador aposentado ainda fazia parte do plantel do Peixe.

 Apesar da insatisfação do zagueiro, o técnico Enderson Moreira conta com o jogador para a temporada. O treinador, em uma reunião com o presidente Modesto Roma Júnior e a cúpula santista, pediu a permanência do zagueiro, que é peça-chave para o elenco em 2015.

Em dezembro, o técnico Muricy Ramalho, que tem boa relação com Edu Dracena desde os tempos de Santos, tentou leva-lo ao São Paulo. Com contrato até dezembro de 2015, o zagueiro recebe, entre salários e luvas, aproximadamente R$ 300 mil. Vestindo a camisa do Santos, Edu realizou 229 partidas. O zagueiro conquistou pelo Peixe três títulos paulistas, uma Copa do Brasil, uma Recopa Sul-Americana e a Taça Libertadores da América.

Santos estima economia de R$ 15 mi no ano com limpeza de elenco

Modesto Roma, presidente do Santos, se reuniu com o elenco (Foto: Ivan Storti / Divulgação Santos FC)

A saída do atacante Leandro Damião, emprestado ao Cruzeiro por um ano, foi a mais falada durante o período de férias do Santos. Ele, porém, não foi o único: até agora, outros nove atletas que defenderam o time em 2014 não tiveram seus contratos renovados ou foram devolvidos aos clubes que os emprestaram.

O afastamento desses jogadores, porém, não é motivo de lamentação na Vila Belmiro, que estima uma economia de R$ 15 milhões em salários neste ano, cifra muito bem vinda nesse momento de grave crise financeira.

O criticado centroavante, apresentado com pompa no início do ano passado, representa parte bastante considerável deste montante.

Durante a estadia de Damião em Belo Horizonte, a maior fatia de seus vencimentos – pouco mais de R$ 500 mil – serão de responsabilidade dos mineiros. Esse respiro, porém, é temporário. O jogador tem contrato até 2018 com a equipe paulista, que ainda precisa devolver os cerca de R$ 42 milhões investidos pelo fundo Doyen Sports nesse período, com juros de 10% ano.

O enxugamento na folha de pagamento alvinegra, medida necessária diante do cenário atual, também inclui atletas que estiveram em campo em muitos momentos da última temporada, como o atacante Rildo e o zagueiro Bruno Uvini, devolvidos à Ponte Preta e ao Napoli, respectivamente.

Além deles, também saíram os defensores Neto e Nailson, o meia Pedro Castro, o volante Souza e o atacante Giva. Vinicius Simon e Jorge Eduardo, sem acordo, ainda mantêm esperanças de voltar ao elenco. Já o argentino Patito Rodriguez, que não se apresentou, deve ser negociado.

 É claro que acontecem especulações, mas pela conversa que temos, eles estão muito conscientes e motivados para a temporada
Enderson Moreira, técnico do Santos

O treinador santista aprova essa limpeza feita pela diretoria. Enderson Moreira disse que pretende trabalhar com um grupo mais enxuto, o que lhe permitiria observar os jovens jogadores das categorias de base com mais tranquilidade.

O técnico pediu apenas que a espinha dorsal de sua equipe seja mantida. O técnico teme perder o volante Arouca, por exemplo, que tem proposta do Palmeiras. Nesta sexta-feira, o jogador entrou com ação judicial cobrando salários atrasados do Santos.

– É claro que acontecem especulações, mas pela conversa que temos, eles estão muito conscientes e motivados para a temporada – disse o comandante.

Enderson conta com a promessa da nova gestão santista de acabar com os seguidos atrasos salariais. Os jogadores voltaram de férias com três meses, além do 13º, pendentes. O pagamento de dois meses foi feito nesta sexta-feira. O presidente Modesto Roma Júnior pediu um prazo até março para regularizar o restante. 

– As palavras do presidente foram muito firmes para demonstrar o que vai acontecer – declarou Enderson. 

No início da semana, em entrevista coletiva, o mandatário santista revelou um rombo de R$ 120 milhões para o início da sua administração, um cálculo que leva em conta déficit de R$ 60 milhões de 2014, além de um adiantamento de mesmo valor de receitas que estavam previstas para 2015.

A diretoria espera definir a extensão do contrato de patrocínio com a chinesa Huawei nos próximos dias. O acordo, por uma temporada, deve render R$ 18 milhões e a intenção é receber até 40% disso logo após a assinatura do contrato para acertar dívidas urgentes.

Ricardo Oliveira pode ser anunciado no Santos


Ricardo Oliveira, Al Wasl  (Foto: Divulgação)

A diretoria santista está próxima de anunciar o segundo reforço da temporada. Depois do meia Chiquinho, ex-Fluminense, o atacante Ricardo Oliveira ganha cada vez mais força nos bastidores da Vila Belmiro. Segundo fontes ligadas ao jogador, chance de o atleta acertar com o Alvinegro Praiano é de 80%. Negociação deve ser concretizada na próxima segunda-feira. No Peixe, ninguém dá detalhes sobre a transação.

Com a falta de dinheiro em caixa, Ricardo Oliveira cairia como uma luva no time da Baixada. Sem atuar desde que deixou o Al Wasl, dos Emirados Árabes, a contratação do camisa 9 representaria custo zero ao Santos. O clube teria que arcar apenas com salários e luvas do jogador.

Alguns detalhes ainda estão sendo discutidos, como por exemplo, os valores mensais e o tempo de contrato, mas o atleta não deve criar muitos problemas, já que sonha em retornar ao Peixe. No Comitê de Gestão santista, um dos fatores que pesam contra o jogador é a idade: 34 anos. Isso poderia dificultar em uma futura negociação.

Ricardo Oliveira jogou pelo Santos em 2003. Na época, atuando ao lado de Robinho, formou a dupla que ajudou o Alvinegro a chegar à decisão da Copa Libertadores. Na final, os santistas acabaram derrotados pelo Boca Juniors. Depois disso, o jogador se transferiu para o Valencia, da Espanha.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Santos faz testes físicos e preparador promete 'disciplina europeia'

 

O único reforço na reapresentação do Santos entre jogadores e comissão técnica foi o preparador físico Carlito Macedo. O profissional de 59 anos volta ao Santos depois de 19 anos e quer dar um novo ritmo aos jogadores. Além do preparo, ele pretender mudar também a disciplina que aprendeu em Portugal e na Turquia.

- Na Europa a disciplina é mais acentuada, diferente. É importante aplicar isso. Vamos dar rendimento ao grupo - explicou Carlito em sua apresentação.

Mesmo tendo passado pelo Peixe por duas vezes na década 90, foi a última, em 1995, quando o Alvinegro foi vice-campeão brasileiro, que marcou a carreira de Carlito.

- Minha última passagem foi muito boa em 1995. Isso traz de volta a lembrança do torcedor daquele ano. Quero reeditar a situação que vivi naquele momento - afirma.

Logo depois, o preparador foi acompanhar a bateria de exames que os atletas farão até sábado, tanto no CT Rei Pelé quanto em um hospital na capital paulista.

No gramado, o elenco deve aparecer apenas no domingo, quando está programado o primeiro trabalho fora da academia.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Trabalhando já há 19 dias, Modesto Roma inicia mandato nesta quinta


Modesto Roma, presidente do Santos (Foto: Ricardo Saibun / Divulgação SantosFC) 

Modesto Roma Júnior foi eleito presidente do Santos no dia 13 de dezembro. No dia 22, ele e o novo vice-presidente, César Conforti, tomaram posse em uma reunião organizada pelo Conselho Deliberativo do clube. Como o mandato do ex-presidente, Odílio Rodrigues, só terminou na última quarta-feira, Modesto Roma teve de esperar, até esta quinta-feira, para poder tomar decisões oficialmente como presidente do Santos.

Os 19 dias da eleição até o primeiro dia efetivo como novo presidente do Santos serviram para tentar adiantar o planejamento do Peixe para este ano. Modesto Roma, no entanto, esbarrou seu projeto nas pendências financeiras e na organização dos cargos dos executivos que comandam o Santos.

Neste período, Modesto Roma dedicou a maior parte do tempo para organizar as pendências extracampo. Para isso, indicou Dagoberto Santos para ser o novo diretor executivo e André Zanotta para a gerência de futebol do Peixe. Definiu, também, quem serão os sete membros do Comitê Gestor do Alvinegro.

A nova diretoria também dedicou seu tempo para buscar recursos financeiros. O Santos deve R$ 75 milhões, além de impostos e três meses de salários dos jogadores. Por isso, os atletas já podem ir à Justiça para deixar a Vila Belmiro de graça. Como Modesto ainda não podia assinar pelo Peixe, o clube não conseguiu empréstimos.

Dentro de campo foram poucas as decisões concretas. Até o momento, nenhum reforço foi contratado. Definido mesmo foi o empréstimo do atacante Leandro Damião e a devolução do volante Souza ao Cruzeiro. Modesto Roma, no entanto, encaminhou as renovações contratuais do goleiro Vladimir e do volante Renato. Os atuais vínculos se encerravam no dia 31 de dezembro. O dirigente também tenta a contratação do meia Chiquinho, que jogou a última temporada pelo Fluminense e está livre para negociar.

Outra definição foi a permanência do técnico Enderson Moreira. Como o treinador já tem contrato até o fim de 2015, o Alvinegro não precisou negociar uma renovação para seguir com ele no comando do time. A questão financeira também pesou na decisão santista. Se demitisse Enderson antes do fim do Campeonato Paulista, o Santos precisa pagar R$ 360 mil a ele - o valor cai pela metade após o estadual.
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